Apenas mais uma de Natal

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O ano era o de 1989, uma família de migrantes em busca de vida nova em terras distantes, o dinheiro pouco ou quase nada, os sonhos muitos e dificuldades mais ainda. A começar pelo sol escaldante do centro-oeste que assustava a jovem, porém grande família que acabara de largar o gélido sul do Rio Grande para o escaldante cerrado central em pleno verão. Sim, histórias de Natal Tupiniquins não têm aquele charme nova-iorquino de noites com neve, todos aquecidos ao pé da lareira.

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Soneto da mãe pródiga

Este ano minha mãe surpreendeu-me com um pedido inusitado. Nas vésperas de seu aniversário entregou-me um envelope verde, pedindo que nele fosse colocado seu presente. Assim fez com os demais filhos e pessoas mais próximas.

Não, não era uma quantia em dinheiro que ela pedia. Dentro do envelope estava uma folha em branco, para que cada um escrevesse nela 3 aspectos que ela precisasse melhorar, ou seja, apontar 3 defeitos. A princípio pode parecer meio estranho para alguns, mas sabemos que este é de fato o melhor presente que pode ser dado àqueles que gostamos, pois assim damos a oportunidade de que a pessoa se veja  da mesma forma como é visto pelos outros e não de acordo com suas próprias conveniências.

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Sobre sonhos e realizações

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Sonhar é tão fácil e tão gostoso que tem horas que da vontade sonhar e só. Pena que aqueles que não agem acabam por matar os próprios sonhos, uma vez que para os sonhos vingarem é preciso que eles sejam realizados. O bom sonhador é aquele que sonha longe, vai até onde o pensamento pode ir, mas sempre volta, coloca o pé no chão, apruma pro lado que tem que ir e segue em frente até chegar lá, no sonho.

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Deixe o amanhã ser

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Os dias mais marcantes de nossas vidas geralmente são os que nos trazem insights mais interessantes, pelo menos comigo é assim, pois já tenho esta tendência de viajar sem combustível, pensar até de mais no amanhã e por vezes agir até de menos. Este é justamente o X da questão, que ao ser combatido tem tudo para nos levar, por conseguinte a estes sui generis momentos. Ah, o X que me refiro é o agir de menos, pois o pensar demais até que me agrada. Tentar evitá-lo soa meio impossível, além de um tanto quanto sem graça.

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Soneto de nós dois

Tem dias que acordo meio Pessoa, o poeta
Pena que a pessoa aqui não tão poeta seja
Quem dera pudesse as melhores palavras achar
E de forma tão bela em um soneto, sonetar

Com poucos, simples e singelos versos recitar
A alegria de a cada dia em minha vida te encontrar
Achando o eu, que em mim em vão fiz procurar
E só em ti enfim, te encontrando me fiz achar

Tu és em mim, eu sou em tu.
Nós em nós, somos
Nós que em nossas vidas desatar só cabe a nós
Mas se o amor um nó for, sejamos nele nós, nunca a sós

Agora se me permite ao poeta se retirar
Com minha amada ao fim do dia hei de me deitar
Mas se for ficar… Nossos sonhos pode embalar

Não ser ou Ser, eis a questão

Ao cranear um bocado se entraria ou não nesse universo bloguístico me deparei com aquele famoso dilema Shakespeareano: Ser ou não Ser, eis a questão… ou que tal: Não ser ou Ser, eis a questão, pois ninguém jamais deixa de Ser, todo mundo É, e pronto, simples assim. Agora, a coisa que tange este mundo cibernético, de gigabytes a jato, é saber que podemos Ser além de nós pra nós mesmos, afinal de que vale “Ser” somente dentro do nosso confortável mundinho, escondido na zona de conforto do nosso umbigo?

Pois bem, estamos aí então, como se diz, colocando a cara a tapa. Ainda não sei que rumo se dará esse trem, se falaremos de tecnologia, política, bobeiras, música, poesia, religião, futebol… Quem sabe tudo isso, quem sabe nada disso. Sabe-se lá se existirão corajosos e pacientes para entrar e ler, – Não sei, mas como se diz: “Vamos experimentar”.

O que sei é que gosto muito da arte escrita e pretendo usar este canal para exercitar o ato de escrever, de trazer o mundo das ideias mais pra perto e com isso poder registrar de alguma forma as tais divagações 1.000 que sempre rondam este, tal qual você, ser pensante.

Sejam bem-vindos.